O preparo é a etapa invisível que decide se a pintura vai continuar bonita daqui a alguns anos.
Limpeza e avaliação
Tudo começa removendo poeira, gordura e mofo superficial. Parede de cozinha e de área de serviço quase sempre tem gordura, mesmo quando parece limpa — e tinta não adere sobre gordura.
Na mesma passada se avalia a tinta existente: se ela está firme, serve de base; se sai com a espátula, precisa ser removida naquele trecho.
Raspagem e correção
Pontos com tinta solta são raspados até chegar em base firme. Trincas finas são abertas levemente para receber material e não voltar a abrir logo depois; furos e falhas são preenchidos.
Quando há mancha de umidade, o preparo não resolve sozinho: é preciso identificar a origem da infiltração. Pintar por cima esconde o problema por pouco tempo e a mancha volta.
Massa, lixamento e selador
A massa nivela a superfície. Em ambiente interno seco costuma-se usar massa corrida; em área externa ou sujeita a umidade, massa acrílica. Depois de seca, vem o lixamento, que é o que dá a parede lisa — e também a etapa que mais gera pó, por isso a proteção do ambiente importa tanto.
O selador uniformiza a absorção da superfície. Sem ele, partes da parede bebem mais tinta que outras e o acabamento fica manchado, mesmo com tinta boa e várias demãos.
Proteção antes da primeira demão
Antes de abrir a tinta, móveis, pisos, tomadas, interruptores e esquadrias são cobertos e demarcados. É o que garante recorte limpo e nenhum respingo — e o que faz a diferença entre uma obra organizada e uma bagunça.
- Móveis reunidos ao centro e cobertos
- Piso forrado do rodapé à área de circulação
- Tomadas, interruptores e luminárias protegidos
- Fitas de demarcação em batentes, rodapés e encontros de cor
Serviço relacionado
Massa corridaNivelamento de paredes com massa PVA ou acrílica, lixamento e correção de imperfeições antes da tinta.
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